sexta-feira, 20 de março de 2026

ARENGA 876

 

Enquanto a humanidade permanecer enganada por entretenimentos, haverá de permanecer na infelicidade de ser parasitada pela política predadora vigente no mundo. Voltada para o objetivo de banalizar o sofrimento, os seres humanos se acostumaram a um tipo de vida de festejar enquanto tem disposição para isto e sofrer quando não tiverem mais presente e só lhes retar o presente, como diz a grandiosa Fernanda Montenegro aos noventa e seis anos de idade, portanto, com a experiência que os jovens ainda não têm.

Como rinocerontes, a humanidade se revestiu de uma carapaça de insensibilidade tão eficiente que elimina por completo a noção de solidariedade. Ao contrário de nossos antepassados caçadores coletores que que tinham por objetivo a segurança grupal, os humanos atuais abraçaram uma individualidade burra e contrária a tudo que diz respeito a uma vida social equilibrada que está distante da sociedade atual onde ninguém se incomoda que monstros em busca de poder e mais riqueza do que a que já têm atiram bombas que ceifam a vida em começo de cento e setenta e duas inocentes crianças que na escola escolhida por seus pais em busca de um aprendizado visando um futuro melhor, encontraram a morte.

Sob a carapaça de insensibilidade, a massa bruta se alvoroça em torno de Copa do Mundo, Lolopalooza, Velocidade na Fórmula Um, enfim campeonatos de vários tipos engendrados justamente para manter a trupe humana afastada da realidade de que a vida para ter sentido requer mais ponderação e sensatez do que as algazarras do pão e circo destinadas a manter o povo longe da razão e do equilíbrio só encontrado na meditação da análise sobre a possibilidade de se estar vivendo em erro.  Afinal, afirmou mestre Sócrates, uma vida não refletida não vale a pena ser vivida.

A humanidade foi levada a um tipo de vida que se resume a ser hospedeira de um eterno parasitismo que assegura vida faustosa de grupinhos, tipo de sociedade há muito extinta pela Revolução Francesa, mas que, como a Fênix, emergiu das cinzas e voltou a parasitar a humanidade ludibriada como criança por uma alegria de débil mental.

Se, conforme afirmou mestre Rousseau, o parasitismo teve início lá no princípio de tudo quando bafejado pelo diabo alguém tornou propriedade sua a terra que até então era de propriedade coletiva, só a falta de reflexão assegura esse tipo de sociedade na qual apenas alguns podem tudo em função do trabalho de quem nada pode.

Para encerrar esta “prosa”, voltando à nossa querida Fernanda Terres e a tranquilidade com que encara a questão de chagar à situação de não se ter mais futuro, tal situação só apavora o ignorante que passou a vida nos festejamentos sem nunca ter lido um livro a respeito do que pensaram os Grandes Mestres do Saber sobre a realidade da vida.

 

 

 

 

    

 

       

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ARENGA 875

 

Em um destaque de poucas palavras, na página 13 do livro Uma Breve História Do Século XX, embora não fosse a intenção, mas o fato é que o grandioso historiador Geoffrey Blainey expõe ali o motivo pelo qual a sociedade humana deu errado, e nem podia dar certo tendo por base o vício de ajuntar riqueza em poucas mãos enquanto muitas mãos se estendem à caridade. Diz o historiador que em 1900 os impérios europeus eram poderosos e continuavam ávidos por expansão. Percebe-se que esta avidez por riqueza e poder a que se refere o historiador, continua sendo a força motriz e antissocial do vício em riqueza que por fraqueza ou conivência todos os chefes de estado permitem não obstante o mal social decorrente desta prática pecaminosa conforme ensinamentos de mestre Jesus Cristo. A sociedade humana tem tudo para dar errado por ser a desfaçatez a característica de suas autoridades que apenas fingem interesse no bem-estar coletivo enquanto que na verdade envolve o povo no pão e circo desperdiçando enormes somas com as marionetes desta atividade.

A cultura do venha a mim e os outros que se danem, contrária à organização de qualquer sociedade está longe do equilíbrio econômico necessário para que todos os integrantes do agrupamento possam satisfazer suas necessidades, sem saber estar na má política que lhe dá diversão em vez de dignidade a causa de todo infortúnio resultante da exclusão.

 E é tal a falta de ordem que as autoridades são ofendidas moralmente sem que isto lhes cause rubor. Revoltados, leitores de jornais em seus comentários desrespeitam acintosamente autoridades indiferentes que não deviam permitir uma situação contrária a qualquer bom senso na qual apenas um por cento da humanidade possui mais riqueza do que os noventa e nove por cento restantes.

E para quê, afinal, ter uma montanha de riqueza se aí estão muitos daqueles que depois de atingirem o objetivo de grande enriquecimento encontram-se como que por castigo da natureza, prostados na condição de cacos humanos com a única serventia de dar emprego a cuidadores de restos humanos incapazes até mesmo de satisfazerem por si mesmo as necessidades fisiológicas mais íntimas.

Sabendo-se, pois, ser  a privatização de todos os recursos produzidos pela sociedade a causa de toda a desarrumação que a todos infelicita uma vez que os possuidores de muito mais do que precisam vivem inquietos com medo dos despossuídos e estes, naturalmente que justificam tal inquietação.

Sendo o homem capaz de tantos feitos notáveis a ponto de o professor Yuval Noah Harari falar em imortalidade, como não poder agir sensatamente? Sabendo ser impossível combater um mal sem combater suas causas e, do mesmo modo, sabendo-se ser a exclusão social o grande mal da sociedade, não falta mais nada para que se deixe de haver infelicidade em razão desse motivo. Assim, para preservação das gerações futuras é extremamente necessário superar a estupidez culpada pela insensatez humana e que também não é mistério porque escritores e pesquisadores capacitados ensinam ser do interesse de quem manda no mundo transformar a humanidade em zumbis incapazes de um só gesto responsável, de modo a ver com naturalidade algo de estranho em serem as pessoas mentalmente mais insignificantes as mais relevantes para a sociedade, procedimento que de acordo com tais escritores e pesquisadores resulta do trabalho satânico de embotar a capacidade de raciocínio do povo.

 

 

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ARENGA 874

 

A matéria no jornal dizendo que deus é bonito aguçou minha pequena inteligência e me fez pensar sobre o porquê de não se ter ainda chegado à realidade de viver a humanidade sendo tangida feito cisco na enxurrada das águas putrificadas da opinião pública, incapaz de traçar um destino próprio para si em vez de recebe-lo pronto e acabado por meio da papagaiada de microfone. Os seres humanos foram enquadrados no axioma falso de que uma mentira muito repetida vira verdade. Falso porque a mentira continuará mentira quando se busca com tenacidade se se trata de mentira ou de verdade. Vai daí que a mentira pode parecer verdade apenas para aqueles a quem a natureza reduziu o cérebro a quase nada, o que acontece com noventa e nove por cento da humanidade que aceitam disparates como a afirmação de ser bonita uma entidade que nunca foi vista.

O pior tipo de cegueira, a mental, dos noventa e nove por cento dos seres humanos, que transformou a sociedade humana num ambiente ridículo de felicidade falsa feita de batucada, ridículos famosos e celebridades, autoridades que figuram nas páginas policiais, vulgarização e desprezo da seriedade em torno do importante assunto da sexualidade presente principalmente no bacanal do carnaval quando são distribuídos milhões de camisinhas, tudo por conta do pão e circo que leva a massa bruta de povo à falsa crença de haver na vida espaço para tanta festividade e nenhuma lágrima. A estupidez humana levou o grande pensador Arnold Toynbee à afirmação de que a sobrevivência humana era maior quando os seres humanos se encontravam indefesos contra os tigres do que hoje, quando nos encontramos indefesos contra nós mesmos. E não é verdade que a humanidade pode ser extinta pelo simples acionar de um botão? Mas, para a turba barulhenta e repugnante aos olhos de quem aprendeu a realidade da vida, só há motivo para alegria.

Também em referência aos primitivos, Eduardo Moreira ensina que os humanos dos agrupamentos primitivos agiam com objetivo da preservação do grupo. Percebiam que a segurança, o bem-estar e mesmo a sobrevivência do grupo dependiam de serem seus integrantes saudáveis, fortes e vigorosos. Depois de milhares de anos eis que o agrupamento humano pensa justamente o contrário considerando haver mérito em imbecis viciados em acumular riqueza, enfraquecendo com tal atitude de débil mental o vigor da sociedade se os bens dos quais depende o bem-estar, vitalidade e saúde de todos são apropriados por estes párias sociais, ficando a maioria indefesa contra todos os males provenientes da natureza e que não são poucos.  

É, pois, na razão inversa do bem-estar social o decantado progresso da cultura do venha a mim e os outros que se danem. Nas páginas 88 e 177 do livro O Mundo Em Queda Livre cujo autor que sabe o que diz porque é ninguém menos do que Joseph E. Stiglitz, fazendo referência à tal crise da bolha imobiliária ocorrida nos Estados Unidos consta o seguinte: “O governo deu bilhões de dólares aos bancos na base de pai para filho”. E na pág. 177: “Os banqueiros que levaram o país a um estado de confusão deveriam ter pagado pelos seus erros. Em vez disso, receberam bilhões de dólares”.

São infinitos os exemplos do tamanho da distorção de como é aplicada a riqueza que a estar a serviço da coletividade de débeis mentais para a qual o que importa é o que não tem importância. Não é outro o motivo pelo qual a turba festiva é indiferente à distorção social existente no fato de vulgaridades esbanjarem riqueza enquanto profissionais importantes para o bem-estar social são relegados ao anonimato. Já nossa sociedade, coitada, quer fixar um código de ética para os ministros do STF. Pobres de nós que não temos mais para onde esbanjar ridicularidades. Se lei impusesse ética nossas autoridades não seriam constantes nas páginas policiais e muito menos ainda nas cadeias.  

 

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ARENGA 873

 

A bem das futuras gerações, há extrema necessidade de repensar o dito de ser irreversível o progresso uma vez que o que é considerado progresso está levando a humanidade ao desastre. Bons costumes dão lugar aos maus costumes e a imoralidade, falta de caráter e inversão de valores por terem se tornado normais e uma vez que a juventude assimila facilmente os costumes do meio em que vive, a influência negativa da cultura vivida no momento histórico da humanidade certamente que influenciará negativamente o futuro desta desamparada e inocente juventude de caráter deturpado pela falta de compostura de velhos deserdados do nobre sentimento de desonra e a criminalidade encontra terreno para expandir de modo assustador em consequência de uma inaceitável inversão de valores para os homens que ainda prezam nobreza de caráter.

Inúmeros escritores que percebendo estar a sociedade humana enveredando por um caminho espinhoso procuram chamar atenção para o que está errado, mas sem observar que nada há de errado para as autoridades que determinam o tipo de educação da qual resulta a personalidade dos seres humanos. Muitissimamente ao contrário, quando tais autoridades se misturam com a massa ignorante para lavar escadas de igrejas e sandices do tipo, incentivando a ignorância das crendices, fortalecem nessa pobre gente o terrível mal social de valorizar tudo que vai de encontro à formação de uma sociedade civilizada ao fazer apologia da ignorância que é a fonte de onde jorram todos os males que afetam atualmente a humanidade, tornando-a incapaz de atinar com os verdadeiros valores dos quais resulta uma juventude mental e fisicamente sadia.

Ao contrário de tudo que se faz necessário para que o agrupamento humano possa viver em harmonia, é valorizado tudo que seja contrário. Quando os jornais noticiam que políticos da oposição procuram denegrir a imagem dos políticos da situação, embora a sociedade nada veja de anormal nessa coisa, na verdade é a revelação de que tanto à situação quanto à oposição, em vez de ser o bem-estar da comunidade que representam, seu interesse verdadeiro é buscar as benesses que o poder oferece. Afinal, é realmente muito bom ter a despensa abastecida de coisas boas sem ter a preocupação com o custo.   

 

  

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

ARENGA 872

 

Em 1919, com o Tratado de Versalhes, acabou definitivamente a Primeira Guerra chamada de Mundial que deixou por vingança as raízes dos preparativos da Segunda Guerra Mundial. E é de guerra em guerra é como avança mundo afora a maldita raça humana, mais perniciosa dos viventes cuja estupidez a faz acreditar ter infinitos motivos para alegria.

Assim como deus exigiu de Jacó para seu tesouro divino os despojos da destruição de Jericó, assim também os vencedores da Primeira Guerra penalizaram a Alemanha com tamanhas recompensas que é de causar espanto como já em 1939 a arrasada Alemanha que se viu em cacarecos não só pela destruição própria dos conflitos, mas também pelo peso dos encargos impostos pelos vitoriosos ao povo alemão, não obstante tudo isso, no espaço de dezenove anos se encontrava a Alemanha capaz de se vingar do mundo inteiro com tamanha fúria que causou mundo afora um estrago tão grande quanto ao que sofreu sozinha na Primeira Guerra.

Tamanha desenvoltura pode encontrar explicação no patriotismo de seu povo, que levava os soldados a lutar com espantosa tenacidade conforme afirmam historiadores.

Triste é tamanho patriotismo ter sido conduzido para o mal pela cultura de apenas ter de seguir orientação recebida sem o cuidado de analisa-la com a ponderação própria da inteligência e bom senso. A aceitação pura e simples de uma ordem, independentemente da intenção de quem ordena, que pode acreditar estar fazendo o melhor, pode, no entanto, levar a erros colossais como o extermínio dos judeus por ordem de Hitler. É impossível alguém em estado normal ser capaz de tamanha maldade. Aliás, há quem afirme ter havido um movimento fracassado de eliminar o líder alemão por pessoas menos insensatas, o que expõe estar errada a obediência cega contida nisso de “ordem não se discute, se cumpre” o que teria sido inspirado no “os mistérios de deus não se discutem”.

Não é sem alguma razão que a imprensa chama a atenção para o que a exemplo da Alemanha que por desleixo universal pode se preparar para o arraso que fez, também pode estar acontecendo a mesma coisa com o desenvolvimento bélico do Japão, que na Segunda Guerra Mundial também teve de se dobrar depois dos horrores recaídos sobre Hiroshima e Nagasaki. Portanto, no lugar de lavar escadas, aglomerar na Praça de São Pedro para ver quando sai fumaça branca, e tantas idiotices mais, devem os pais pensar na possibilidade de ter os filhos de trocando tiros com os ferozes japoneses. Afinal, há quem diga que os donos do mundo têm o objetivo de eliminar os não ricos a fim de se sentirem mais anchos nesse mundão besta.  

 

     

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

ARENGA 871

 

Pareceria mentira se não fosse verdade, o tamanho do fuzuê sobre eleições. Agora, quem sabe que pode pensar, reflita sobre o quanto é bobo quem se alvoroça com candidato A ou B se depois de eleitos não fosse absolutamente tudo continuar do mesmo jeito ruim de antes. Para compreender o que vem a ser povo é preciso recorrer a mestre Platão e sua afirmação que fez sobre educação que é mais do que verdade. Disse o mestre que a orientação que a criança recebe da educação forma a personalidade do adulto. Sendo assim, o que aprendem nossas crianças senão mentiras e mais mentiras? A maior de todas estas mentiras tem nome de um tal de deus cujo nome ele mesmo declarou ser Eu Sou (Êxodo 3, 14,15) e que apesar de ser de infinita bondade adora ver pedaços de animais esquartejados e espelhados sobre altares em sua homenagem (Gênesis 15,10; Levítico 1,4) Ainda sobre a mentira sobre deus, quando já tem discernimento para aprender, tem sua capacidade de raciocínio diminuída ao aprender que os mistérios desse tal de deus não admitem argumentação sobre eles, mas que são para ser aceitos como dizem os preceitos contidos num livro chamado bíblia sagrada de leitura enfadonha e mentirosa porque diz ter um sujeito chamado Jonas permanecido no estômago de uma baleia durante três dias depois dos quais foi cuspido na praia sãozinho da silva e tão fagueiro como antes (Livro de Jonas). Também diz lá que uma jumenta reclamou com palavras a seu dono chamado Balaão (isso lá é nome de gente?) que a maltratava sem razão. Também está dito que Adão colocou nome em absolutamente todos os animais, o que não é possível.

Saltando fora da baboseira religiosa, na idade de discernimento, o homem aprende ser preciosa uma tal de democracia, maneira de deixar ao povo a responsabilidade pela escolha dos agentes executores da ação política. Agora, se você aí, por não ter nada melhor a fazer está lendo esta “prosa”, veja só que coisa mais desinteligente. Tá lembrado de mestre Platão? Pois bem, também outro pensador chamado Bertold Brecht denominou de analfabeto político quem diz não gostar de política por desconhecer a importância dela na vida de cada um. Dito isso, voltemos ao importante assunto da educação. Vimos que o povo é feito de quem só aprendeu mentiras, e, portanto, é certo que não aprendeu ser a política que determina nossa qualidade de vida.

 Agora, voltando ao analfabeto político de mestre Brecht, tendo povo aprendido só mentiras tem necessariamente de ser um povo feito de analfabetos políticos que, como tais, votam por obrigação e tão desinteressados que não podendo escolher corretamente, induzidos por canastrões travestidos de falsos líderes, fazem as piores escolhas, o que reduz a preciosidade da democracia à fama e celebridade dos “famosos” e “celebridades”.

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

ARENGA 870

 

Como é impossível ficar sem pensar em nada, de modo que a mente ficasse desocupada, devia ser muito bom. Mas nada é como devia ser, em um laboratório de fazer os exames que esperam pelos jovens saltitantes não fazem a mínima ideia do que esperam por eles quando acabar o vigor da juventude que eles acreditam ser eterna. Tais assuntos me ocorreram quando na indispensável televisão onde quer que haja pessoas a serem imbecilizadas e aquele era o ambiente ideal para esse fim. Entretanto, percebe-se que o celular está se tornando um imbecilizador tão eficiente quanto a televisão. Naquele ambiente ouvia-se choro de crianças vítimas inocentes da cultura de ingerir veneno inclusive no seio de suas mães tão inocentes quanto aquelas pobres crianças.

Havia mais pessoas dedilhando com incrível rapidez o teclado do celular do que as que dividia o tempo em olhar para o painel de chamada e a televisão onde imensa multidão eficientemente imbecilizadas, com os braços para cima, ao som da música tocada por outros jovens igualmente imbecilizados que, como os dos braços levantados que oscilavam para a esquerda e a direita conforme o ritmo da música de tão baixa qualidade quanto a mentalidade de toda aquela multidão que não sabe o que futuro lhes aguarda porquanto já começa a escassez de água e os alimentos se tornam cancerosos.

Junto a tudo isso, eis que a mente achou de buscar a sabedoria de mestre Platão ao afirmar que o preço a ser pago pela indiferença aos assuntos relacionados à política é que os bons terão de ser governados pelos maus. Realmente, mestre Platão, o mundo sempre foi governado por quem mesmo sendo de boa índole é pervertido pela regra de Maquiavel segundo a qual o importante é se manter no poder independentemente de sentimentos nobres, sendo que esse poder nunca é exercido pelo bem da sociedade, muito ao contrário.

  

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

ARENGA 869

 

Ler os jornais ou não ler os jornais, eis uma questão maior do que o ser ou não ser de Shakespeare porque quanto a ser não se pode ter dúvida alguma porquanto é preciso existir para ler jornal. Grande problema de verdade é o quanto de negatividade acarreta ao estado de espírito de quem lê no jornal que certa mocinha, como se fosse em algum filme de baixa qualidade, virou celebridade por ter matado o pai e a mãe, ou a perplexidade ante a notícia de terem autorização da justiça para que presos cujas mães já morreram deixem a prisão para passar com a mãe inexistente o dia das mães ou o dia do nascimento de Cristo o que resulta em ter a polícia de correr outra vez para recapturar os mais espertos que aproveitando as autoridades nada espertas, não voltam mais para a pocilga onde estavam.

Pior ainda é que ao deixar de lado os jornais e passar a ler um livro depara-se com o que disse em meados do século XIV o frei Azpilcueta Navarro sobre os brasileiros, conforme está na página 38 do livro História Geral do Brasil, de vários autores: “A gente aqui só tem nome de cristão, embebidos em malquerenças, metidos em demandas, envoltos em torpezas e desonestidades publicamente”.

Desta forma, uma vez que ser analfabeto em leitura não significa ser analfabeto político, melhor é desaprender ler para não ter vontade de buscar informação por meio de leitura de jornal ou livro uma vez que na encruzilhada do livre arbítrio o brasileiro seguiu pelo desvio errado, enquanto o pai celestial dele ficou espiando para ver o que dava. Deu em brasilidade e corroboração das palavras de Rui.

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

ARENGA 868

 

Ter interesse pela política é próprio da cidadania. Não ter, ao contrário, é ser analfabeto político que do ponto de vista do bem-estar das pessoas que formam uma sociedade é mais prejudicial a tal sociedade do que o analfabeto por não saber ler. Entretanto, sendo a imprensa a única fonte de conhecimento político e sendo a imprensa sabidamente defensora do ponto de vista da classe dominante cujos interesses sempre foram diametralmente opostos aos interesses do povo, a expressão “feito cego no meio do tiroteio” é apropriada para definir a situação do cidadão que não obstante a ansiosidade por informação, as que lhe chegam dão conta de uma política tomada de cabo a rabo por rapinagem dos recursos públicos. A serem verdadeiras as notícias sobre roubalheira, de onde é que sai a quantidade de dinheiro para ser roubado? Se há tanto dinheiro e tanto roubo, terão as autoridades sem exceção de uma sequer, do mesmo modo que os ladrões comuns, também formado quadrilha como fazem os bandidos do crime organizado? Alexandre Garcia nos dá notícia no jornal Gazeta do Povo de que promotores de justiça no Maranhão, estado com longa história de roubalheira, desistem de apurar roubo do dinheiro público em função da impunidade. Realmente, não é totalmente desanimador trabalhar, apurar a veracidade de se estar tratando de criminosos, apresentar denúncia e depois de condenados ver a justiça anular toda a trabalheira como alegam ditos promotores? No livro O Mensalão, de Merval Pereira, consta que o ministro Dias Toffoli, que depois de ser reprovado para juiz de primeira instância foi guindado pela má política a juiz de última instância, teria sugerido poupar os ladrões grã-finos das péssimas condições dos presídios brasileiros. Segundo a imprensa esse mesmo ministro que não é ministro por reputação ilibada e notório saber jurídico, mas pela política, cancelou multa 8,5 bilhões a que foram condenados os ladrões da Odebrecht.

Dá a quem tem na imprensa a única fonte de informação a impressão de haver entre as autoridades maiores o mesmo conluio que há entre os criminosos do crime organizado. A Operação Lava Jato prodigaliza a sensação de cego no tiroteio. Se daquele trabalho resultou que ladrões confessos de muitos bilhões foram condenados, vieram mais tarde a serem descondensados e os autores da apuração, condenados. 

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

ARENGA 867

 

A papagaiada de microfone deixou o ridículo espetáculo da “virada” e passou a revoar em torno da dobradinha política e não menos ridícula Trump versus Maduro. Quando se trata de política, hoje e sempre e sempre, qualquer que seja o matiz da ideologia, a esperança de alguma melhora de vida é tão infrutífera quanto as orações do Papa. Os bichos humanos são incapazes da harmonia necessária à formação de uma sociedade de tipo diferente desta a que estamos acostumados na a contemplar pessoas de menor valor valendo mais do que as de maior valor. Do seio de tal sociedade   é impossível haver alguém com bastante nobreza para ser autoridade como mostram as notícias na imprensa sobre quem por falta de alguém mais apropriado desempenha o papel de autoridade. Nunca foi de outro modo e nem nunca será entre os bichos humanos se mesmo quando o governante era tido como um deus as condições do povo eram tão ruins que ele tinha o nome de ralé. Por falar em deus, não ele quem sabe tudo? Pois de acordo com sua sabedoria, vejam vocês em 1Samuel 8:10-22 se a opinião que deus tem do governante não é a pior possível.

Depois de cada eleição, assim como de cada

“virada” a decepção da esperança de melhores dias sempre toma o lugar da euforia que antecede estes dois espetáculos circenses. O que o povo não consegue perceber porque o pão e circo não deixa é que enquanto houver autoridades seu destino é dar a elas a vida que ele, o povo, espera lhe seja dada por elas, as autoridades. Assim como é dito ser o único direito da minoria tornar-se maioria, assim também o único meio de vir o povo a ter melhores condições de vida é converter em maioria a numericamente insignificante quantidade de politicamente alfabetizados a fim de usar bem a poderosíssima arma do voto que a democracia lhe dá a fim de fazer escolhas certas. O analfabeto político é tão facilmente leva a erro que se entusiasmou com um caçador de marajás que veio a se revelar depois de eleito ser ele mesmo o próprio marajá.  O analfabetismo político anula completamente o poder único e impossível de ser vencido que tem um povo realmente esclarecido, o que ainda não existe em nenhum lugar deste mundão de idiotas. É impossível vir o povo a ter algum tipo de vida melhor se ainda não é possível abrir mão dos falsos líderes cuja existência depende de um povo tão fraco de conhecimentos que se deixa enganar tão facilmente como criança. A falta de conhecimento do povo de determinada sociedade ou um alto nível de conhecimento deu origem à frase “Cada povo tem o governo que merece. Desta forma, enquanto predominar o analfabetismo político, Rui Barbosa estará sempre atualizado. Algum, por acaso, sabe quem é o pequeno grande Rui e o que ele disse a respeito da má política? Duvido.

 

domingo, 4 de janeiro de 2026

ARENGA 866

 

Paradoxalmente, as   autoridades que existem para dar exemplos à sociedade humana dos sentimentos nobres de honradez, brio, nobreza de caráter, enfim, honestidade sobretudo, desviaram-se deste nobilíssimo objetivo para o qual foram instituídas porque livros como Confissões de um Assassino Econômico, de John Perkins, Donos do Mundo e O Clube Secreto dos Poderosos, de Cristina Martín Giménez, A História Não contada dos Estados Unidos, de Oliver Stone e Peter Kuznick, O Chefe, de Ivo Patarra, O Mensalão, de Merval Pereira, Os Ben$ Que os Políticos Fazem, de Chico de Gois, O Partido da Terra, de Alceu Luís Castilho (entre nós os quatro últimos), e sabe-se lá quantos mais existem revelando fatos escabrosos da política, que se não foram contestados e seus autores conduzidos à cadeia por difamação, não se pode entender outra coisa a não ser que sejam verdadeiros os crimes contra a humanidade, assassinatos, enfim, uma avalanche de acusações da maior gravidade que passam como se não existissem, contrariando totalmente o princípio de que as autoridades governamentais além de honradas, também devem parecer honradas.

Saber como veio a sociedade humana cair em tal situação é menos importante do que procurar sair dela. Não por ser difícil em função de serem os seres humanos sem distinção ruins o bastante serem egoístas a ponto de só pensarem em si mesmos, cuja regra não abre exceção para as autoridades, por ser difícil não significa ser impossível. Entretanto, nada poderá mudar a depender das próprias autoridades que se acham a gosto numa situação de desgosto para as demais pessoas. Portanto, a estas cabe buscar a solução para o problema que as aflige.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ARENGA 865

 

O hábito de pensar não tem necessariamente de nascer junto com o pensador como no caso dos grandes gênios que de tanto pensar deram origem a coisas do arco da velha. A diferença entre o pensador e o iludido pelas alegrias e ter o primeiro uma certa inclinação para o hábito de comparar se uma informação corresponde à realidade, hábito que leva à percepção de ser falso absolutamente tudo que é tido como verdadeiro para quem não pensa como a multidão que ouvi de um candidato a presidente da república dizer que vai promover o bem-estar da sociedade e tudo sempre continua a mesma coisa. Embora a malta festiva nem desconfia da realidade, mas o fato é que há uma determinada orientação política vindo do poder da fabulosa riqueza acumulada por alguns gatos pingados cujo egoísmo, destoando da vida coletiva e tendo o poder que uma imensa riqueza lhes confere, estabelecem um modelo de política que os privilegia e que governo algum pode mudar mesmo porque, como só sabe quem não pensa, são falsos absolutamente os líderes do mundo todo e é por isso que o benefício que realmente chega ao povo vem em forma de esmola denominada “auxílio”.

É como caminha a humanidade desde que dela se tem notícia. Dos seus primeiros passos até o presente o poder da força bruta que levava o primitivo mais forte a tomar a posse do mais fraco, como mostra o professor Yuval Noah Harari em Sapiens, Os Pilares da Civilização, até hoje, tal o mesmo comportamento permanece. Assim como se tomava uma plantação de comida, tomou-se ouro e prata, depois, petróleo e atualmente, terras raras. A maldade entre os humanos tem vários modos de manifestação e um deles está na existência de incontável papagaiada de microfone a insuflar nas famílias a falsa necessidade de esvoaçar mundo afora, resultando desta maldade proliferação de doenças, e a infelicidade de famílias vítimas de desastres, sobressaindo os finais de ano e o alvoroço pela idiotice da “virada”.

O motivo pelo qual as pessoas não pensam é por ser totalmente impossível refletir em meio ao barulho das festas. Elas têm exatamente o objetivo de emburrecer as pessoas não lhes dando espaço para reflexão e não por falta de inteligência que existe a infundada busca de proteção divina embora são comuns as mortes dentro de igrejas ou a caminho delas.

 

 

 

 

   

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ARENGA 864

 

Apesar de nada haver de correto na sociedade humana, para a malta festiva nada há de errado. O motivo nada mais é do que viver num constante saltitar, numa alegria debiloide que a exemplo dos irracionais não lhes sobra tempo e nem veem alguma necessidade de meditar sobre a atividade de viver. há uma diferença abismal entre esta gente e quem observa e analisa cuidadosamente as informações que lhe chegam, como sabiamente recomendou mestre Sócrates ao afirmar que uma vida não refletida não vale a pena ser vivida. Mas os festeiros não sabem disso e nem quem é mestre Sócrates.

Vejamos uma informação que para os condenados por mestre Sócrates ou estão de pleno acordo com ela ou então lhes é indiferente: O jornal Gazeta do povo publicou matéria sobre um filme chamado Apocalipse de São José, o qual se propõe, inclusive a resgatar a fé (religiosa). Ora, entre os significados de resgatar, segundo o dicionário Priberam, está também o de reaver, e reaver podemos entender como entrar de novo na posse perdida de alguma coisa. Sendo assim, resgatar a fé significaria voltar a ter a fé que deixou de ter e que não se tem mais. Como a fé no caso presente se trata de fé num deus criador, quem a abandonou é por ter evoluído espiritualmente o bastante para encontrar a verdade de ser esse deus criador uma grande mentira. Desta forma, quem descobre viver na mentira, ao encontrar a verdade jamais tornará ao estágio anterior simplesmente porque só se tem fé por indução uma vez que não se nasce com ela. Por outro lado, à verdade se chega por meio da convicção. Um Exemplo? É falso acreditar que nossa origem está num punhado de argamassa. É verdade que somos o resultado de um processo evolutivo pelo qual passou um tipo de bicho, mesmo porque nós nos diferenciamos dos bichos apenas na atividade cerebral. No resto, é tudo a mesma coisa.