domingo, 31 de março de 2019

ARENGA 559


Criança morre à espera de leito no hospital.

Silvio Santos choca seguidores com novo visual.

Clube paulista paga cinco milhões de euros por rescisão de contrato de jogador de futebola.

Governo vai reduzir impostos de empresas para gerar empregos.

Se estas notícias na imprensa dão conta de que se o mundo realmente precisa de mudança, como observou Marx, este paiseco de merda, capacho das botas do Tio Sam, precisa mudar muito mais ainda. Como pode haver tamanho desleixo na assistência à saúde a ponto de uma criança morrer por falta de atendimento enquanto malas e malas de dinheiro são encontradas pelaí afora, dinheiro roubado do erário por ladrões que contam com proteção da alta cúpula da justiça?

Qual poderá ser o futuro de um povo seguidor de Silvio Santos? O povo sempre foi fantoche de algum tipo de espertalhão que se torna bilionário às suas custas, o que mostra ser o elemento povo totalmente débil. Como se justificar, então, que se atribua a um elemento débil a responsabilidade pela indicação dos dirigentes políticos, como se faz no sistema democrático? A constatação de que a democracia só a melhor forma de governo porque não existe outra pior demonstra claramente sua ineficácia. Apesar disto, nenhuma providência é tomada no sentido de corrigir a falha da qual resulta toda esta desarrumação. Ao contrário, a troco da despensa abastecida, ferrenhos defensores da nefasta cultura democrática juram de pés juntos ser esta aberração a melhor forma de se administrar a riqueza pública, embora o que se vê como resultado desta “maravilha” é uma violenta exclusão social criadora de inimigos da própria sociedade da qual fazem parte as consciências prostituídas que a troco do que acreditam ser vantagem condenam seus descendentes a vítimas do ódio acumulado das pessoas que veem seus filhos morrerem por falta de dinheiro enquanto imbecis disputam quem é dono da maior riqueza individual do mundo, qual o país que tem o maior e mais caro porta-aviões, submarino, o mais poderoso avião bombardeio, o prédio mais luxuoso, tudo isto uma grande burrice por ser contrário à simplicidade de uma vida sadia e prazerosa.

Enquanto por falta de dinheiro uma criança morre à mingua, cinco milhões de euros são pagos para que um jovem venha jogar futebola em São Paulo. Como pode um povo ser tão demente a ponto de não perceber que tal situação não deveria acontecer? É por conta destas loucuras que os jovens perdem a razão. Enquanto um jovem vê pela frente uma estrada de mais de vinte anos de sacrifícios para se tornar capaz de virar um empregado, outro jovem, que por ser capaz de jogar bola, embora não seja capaz de fazer um O com um copo passa a não saber o que fazer com tanto dinheiro que recebe. Apesar de inteiramente inaceitável tal situação, as consciências prostituídas nave veem de anormal e levas de imbecis lotam estádios alheios à realidade de estarem sendo feitos de idiotas ainda maiores do que os idiotas que realmente são.

Que dizer da última notícia, a de que o governo vai permitir que os empresários sejam ainda mais desobrigados de pagar impostos para que disto resultem empregos? Isto é de uma falta de lógica tão grande que só mesmo partindo de um governo composto de militares e religiosos. Se já é o elemento repugnante povo o responsável pela maior parte do custo da administração pública, a obrigação a menos para os ricos empresários será uma obrigação a mais para o elemento desprezível povo porquanto as despesas aumentam a cada dia com a roubalheira e o compadrio político entre os malandros que o povo eleva à condição de autoridade. Tal medida, pois, é a essência da burrice. A maior parte do salário dos beneficiados com um emprego por conta dela será destinada ao cumprimento da obrigação que seria do empregador, enquanto que os desempregados haverão se ver ainda mais em palpos de aranha com o aumento da obrigação de sustentar a plêiade de parasitas sociais de sempre. Inté.


sábado, 30 de março de 2019

ARENGA 558


O movimento feminista pela libertação sexual resultou no culto a bundas e peitos recheados de silicone e em “celebridades” tornando público assuntos relacionados com suas trepadas, além de popularizar a prostituição de luxo, para felicidade de quem não tem mais charme para conquistar uma namorada jovem. Mas eis que surge um movimento feminista político no qual sobressaem a americana Nancy Fraser, a brasileira Marielle Franco, e, para quem a conhece, Heloisa Helena, que o analfabetismo político alagoano preteriu pelos Calheiros. A estas brasileiras o Brasil deve agradecimentos por mostrar ao mundo que por aqui não existe só canalha.

Um movimento feminista que contasse com mulheres politicamente alfabetizadas o bastante para perceber não passarem de marionetes do pão e circo que as eleva à condição de ridículas celebridades com objetivo de afastar para assuntos chulos o interesse público que assim se mantém longe dos assuntos políticos dos quais depende o bem-estar social. Um grande número de mulheres salutarmente politizadas pode realmente dar origem a um movimento capaz de resultar numa nova fase histórica de administração pública no mundo porque a elas se juntariam muitos homens também sedentos de uma política que levasse em conta justiça social, e, desta forma, o número de eleitores conscientes suplantaria de longe o número de eleitores marionetes politicamente analfabetos manipulados por propaganda que é a arte de explorar a estupidez humana. Sendo as autoridades escolhidas pelo maior número de eleitores, e sendo consciente a maioria destes, evidente que estariam excluídos da política os párias sociais que hoje se escondem atrás da fantasia de autoridades tendo o roubo por objetivo.

Que o mundo clama por mudança, disto não se pode ter a menor dúvida. As pessoas conservadoras podem ser comparadas a um bando de perus porque o que há para ser conservado é um monte de porcaria cujo fedor se faz sentir em todos os lugares. Quando o velho Marx afirmou que os filósofos se limitam a analisar o mundo, mas aquilo que se faz realmente necessário é mudar o mundo, foi de uma eficácia monumental porque quem se limita a analisar a imundície material e espiritual em que se transformou o mundo comporta-se exatamente como o peru que examina o monte de porcaria antes de bicá-lo. Inté.

sexta-feira, 29 de março de 2019

ARENGA 557


Ou a imprensa endoidou, ou a irracionalidade em que tem vivido a humanidade começa a dar lugar à razão. O otimismo se justifica porque segundo notícia na imprensa o socialismo que para o analfabetismo político sempre foi coisa do demônio, começa a ser visto com bons olhos nos Estados Unidos e na Inglaterra, países onde é mais robusta a aversão à palavra socialismo, e o povo, como todos os povos do mundo considerado bárbaro, também não dispensa as orações e as igrejas. Na Inglaterra, segundo a imprensa, se as eleições fossem agora, o deputado socialista Jeremy Corbyn, venceria com tranquilidade. Isto lembra a afirmação de Thomas Paine de que o tempo convence mais que a razão. Como a correria para buscar dinheiro e puxar o saco de deus não deixa tempo para que as pessoas possam raciocinar sobre as lições que os Grandes Mestres do Saber nos legaram, a humanidade permanece no barbarismo. Mas se refletissem os seres humanos sobre as lições que eles nos deixaram a sociedade humana já estaria mais civilizada. Veja-se, por exemplo, quanta verdade há na afirmação de que o tempo é capaz de convencer mais do que a razão. Foi o tempo que mostrou a irracionalidade de queimar pessoas vivas acreditando estar fazendo bem a estas infelizes criaturas por aproximá-las de deus. Também foi o decorrer do tempo que convenceu ser a Peste Negra causada por bactéria e não por bruxaria. Agora, enfim, a ação do tempo está convencendo ser erro dos maiores a sociedade se orientar pela cultura bárbara do mundo dos irracionais onde o mais forte devora o mais fraco. Por aqui, entretanto, estas bandas brasileiras escola de coisas ruins, a ação do tempo se faz mais lenta. Nesse exato momento, numa demonstração de medievalismo, o Supremo Tribunal Federal decidiu ser legal o sacrifício de animais em cultos de religiões de matriz africanas como a umbanda e candomblé, exatamente como fez Noé ao descer da arca. Inté.














quinta-feira, 28 de março de 2019

ARENGA 556


“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”. Nestas sábias palavras de Bertolt Brecht está o porquê da perda de tempo da papagaiada de microfone com seus “eu acho que” insuportáveis. Esta turma de lambe-botas do poder lambe as botas de qualquer tipo de poder, papagaiando contra tudo que for contra o poder do momento. Falar, falar e falar é o ganha pão da turma do “eu acho que”. Como na humanidade predomina o analfabetismo político, os seres humanos não percebem que esperar de seus representantes políticos algum resultado positivo para seu bem-estar é tão inútil quanto esperar que o beijo do Papa no pé do infeliz previna a infelicidade. Estes senhores bem-falantes que se postam diante de microfones para falar de desonestidades, malham em ferro frio porque no Brasil, como bem disse o Ruy Barbosa, é vergonhoso ser honesto. E as mais altas autoridades, aquelas que ocupam postos para os quais são exigidos os requisitos de reputação ilibada e notório saber jurídico, dão provas da veracidade da afirmação de Ruy mancomunando com bandidos e congressistas tomam posse dos cargos de legisladores de dentro das cadeias. O que pode a sociedade esperar de leis elaboradas por presidiários senão a legalização do roubo e a ilegalização de prender bandido rico? Desta forma, tendo sido transformado em certo o errado, qual a vantagem da falação sobre erros de que tanto falam os senhores que ganham seu pão para falar “eu acho que”?

Pode alguém ter dúvida de se tratar de ladrões essa cambada que a justiça afirma ser constrangimento ilegal meter na cadeia? Ser obediente à esculhambação passou a significar obediência à ordem uma vez que a desordem virou ordem. A militarização do ensino, como observa uma professora de Goiás, visa à obediência à desordem porque militar aprende a obedecer sem pensar.  Se em lugar da baboseira enfadonha que é o estuda da história humana, onde bobagens como a melosidade da afirmação de que o príncipe Syddharta Sakya-Muni Gautama, ao abandonar o palácio para a peregrinação que fez dele o Buda teria olhado para sua jovem esposa e seu filho adormecidos, teria sentido vontade de beijá-los, mas retirou-se para não os acordar. Isto é de uma bobagem infinita porque ninguém presenciou a cena. O estudo de História da Humanidade teria maior utilidade se se limitasse a pinçar as lições de sabedoria que pessoas observadoras nos legaram. Melhor faria a História dando ênfase às conclusões de pensadores cuja sabedoria deixaram conclusões que se observadas em muito adiantariam o processo de civilização humana. Mas como o errado é que é o certo, considera-se errada a observação de Carl Marx de haver necessidade de mudar o mundo. Como pode ser errado mudar um mundo onde as coisas se inverteram de tal forma que é considerado haver desordem em combater a corrupção, e colocar os filhos na escola é submetê-los à possibilidade de serem metralhados?  Inté. 


segunda-feira, 25 de março de 2019

ARENGA 555


Na Carta Capital, sobre reforma agrária, pode-se ler: Luís Clóvis Schons ainda recorda da madrugada fria e chuvosa em que foi despejado do primeiro acampamento, em 1986. Tinha, à época, apenas 13 anos. O pai, um agricultor que tentava fugir da indigência, engrossava o exército de miseráveis que buscavam um pedaço da terra para sobreviver.  “Os policiais chegaram batendo. Não importava se havia crianças, mulheres ou velhos. Destruíram as lonas, pegaram nossos pertences e jogaram à beira da estrada. Foram três dias de violência”. Os líderes acabaram marcados na perna com ponta de baioneta. “Meu pai ainda tem a cicatriz”. O povo não toma conhecimento de notícias assim por ter maior interesse nas futilidades dos “famosos” e “celebridades” de merda. Entretanto, meditar sobre esta notícia leva à conclusão de que a realidade por ela exposta é o contrário do que devia ser. Em primeiro lugar, soldado é povo, e povo é pobre. Portanto, pobre deve ser solidário com pobre em vez de se solidarizar com os ricos que exploram a terra da mesma forma como fazem os gigolôs com suas amantes. Através de negociatas no BNDES com ajuda de políticos safados, enchem as burras de dinheiro e impedem ao pobre ter seu pedaço de terra onde viver. Expulsos do campo, os pobres vão para as cidades, e o resultado desta inversão é acirrar a violência e doenças. Portanto, procedimento contrário ao bom senso. Outra notícia na imprensa mostrando a inversão de valores é a que dá conta de que a cúpula militar procura evitar excesso nas comemorações de aniversário do golpe militar de 1964. Comemorar? Mas como comemorar, se aquilo é para se lamentar? A verdade sobre aquele movimento militar revela falta de patriotismo e a eterna subserviência e ignorância do povo que foi às ruas para aplaudir soldados espancando jovens idiotas que procuravam justiça social por meios violentos. Ou não é idiota quem se mete a enfrentar metralhadora atirando pedrinhas com badoque? Os militares deviam é se envergonhar da falta de patriotismo de perseguir seus nacionais por ordem do governo americano viciado em riqueza e que por meio de agiotagem explora quem precisa de dinheiro e volta seu poderio bélico contra quem quer que ameace seu capitalismo parasitário. Aberrações políticas como Maluf e ACM foram criações do governo militar além de incrementar a corrupção como mostra brilhantemente o grande jornalista Mauro Santayana no artigo A CRISE DA RAZÃO POLÍTICA E A MALDIÇÃO DE BRASÍLIA. Portanto, comemorar o que é de lamentar, é mais um modo de viver ao contrário, como também o é a declaração do presidente Bolsonaro de ser uma vergonha o brasileiro ilegal no exterior porque vergonha de verdade é a incompetência dos governos em evitar que num país de tantas riquezas seus jovens precisem mendigar mundo afora um emprego pelo amor de deus. É tudo ao contrário do que deve ser. Segundo outra notícia no jornal, uma professora de Goiás revela que por lá se está militarizando a educação visando tornar os jovens obedientes. Isto também é contrário porque jovens devem ser rebeldes. A imprensa noticia também que a Rússia vai emprestar trinta e oito milhões de euros para Cuba comprar armas. A ser verdade a pobreza que rola por lá, esta grana devia comprar comida. Também dá conta a imprensa de que nosso governo vai dividir dezessete bilhões de reais com Estados e municípios. Sabendo que essa grana vai parar na tubulação do Jornal Nacional, é também um comportamento contraditório. Mas a imprensa também noticia que o presidente Jair Bolsonaro, apesar de afirmar categoricamente defender racionalização nos gastos públicos, como deputado federal, entre 1995 e 2018, recebeu R$ 1,8 milhão em salários extras, oficialmente chamados de ‘ajudas de custo’, e mais R$ 2,4 milhões em auxílio-moradia. Um total de R$ 4,2 milhões em valores atualizados pela inflação. Bolsonaro chegou a receber seis ajudas de custo em 1996 e em 1997, sem contar o 13º salário. Em 24 anos, recebeu 62 salários extras. A inversão das prioridades é tão absoluta que os jovens não tiram as vistas do telefone para meditar sobre o porquê da falta de dinheiro para a previdência, se cada deputado tem custo tão alto e são mais de quinhentos deputados. Se esta é a realidade e se a realidade não interessa porque o interesse maior está em saber qual “celebridade” é mais rica ou não usa calcinha, ou vestiu o vestido mais caro, ou estava na festa com a xoxota à vista, como esperar viver senão como se vive? Inté. 





















  




sábado, 23 de março de 2019

ARENGA 554


As notícias na imprensa levaram nosso pensamento a passear em torno de um imenso auditório cujo espetáculo fosse um programa de perguntas e respostas no qual o apresentador fizesse a última pergunta questionando o seguinte: Suponhamos que todas as empresas do maior Shopingue do mundo, o Dubai Mall, nos Emirados Árabes, resolvessem contratar um número de funcionários quatro vezes maior do que o necessário, pagando altos salários aos funcionários com cargo de chefia e lhes permitindo suprir sem necessidade de controle algum todas as necessidades de suas famílias lançando mão dos produtos de suas lojas. O que estaria o Dubai Mall imitando? Dou-lhe uma...dou-lhe duas... dou-lhe t..... Acertou quem disse GOVERNO BRASILEIRO.... O acertador pode se aproximar para receber seu prêmio, e as pessoas restantes do auditório respondam agora: O que acontecerá com o Dubai Mall? (Resposta em coro) FALÊNCIA! FALÊNCIA! Absolutamente certo! – Diz o apresentador –  e vocês poderão receber prêmio infinitamente mais valioso do que o recebido pelo Zemané que acertou a primeira resposta, evitando a hecatombe que a falência do Brasil deixará para seus filhos.

Não obstante ser apenas conjetura de pensamento que não tem nada melhor a fazer do que pensar, encarando de frente a realidade, qual será o futuro das crianças se os recursos públicos são roubados abertamente sob total indiferença de um povo tão xucro que ainda acredita em proteção divina e vai para as igrejas em vez de ir para os órgãos da administração pública acompanhar o que acontece por lá? Já está por demais provado o cinismo das autoridades. Hoje, uma autoridade da prefeitura de São Paulo, falando sobre a remoção do rebotalho humano que se encontra num terreno visado pela especulação imobiliária dizia que o motivo da remoção era a preocupação com as crianças. Havia uma linha férrea por perto e um trem podia acidentá-las.

Está corretíssima a observação do historiador Henry Thomas de ser o homem um aluno atrasado na escola da vida. Mas vai ser atrasado assim nos quintos dos infernos, pô. A cerca de quatro mil anos atrás os egípcios descobriram que era bobagem esperar que a conservação do corpo de faraó conservasse a segurança e integridade do Egito, constatação que os levou a mudar de postura. Decorrido todo esse tempo, Hoje, depois de algum massacre, inclusive em igrejas, o povo acende velas, deposita flores, faz oração para os mortos e levantam novas igrejas. Sabe-se ser a humanidade submetida a uma constante lavagem cerebral que a torna alheia à realidade. Seu apreço por estes merdas de “famosos” e “celebridades” evidencia esta realidade. Quando os Beatles apareciam, ou quando Michael Jackson mostrava o saco, o povo era tomado de incontrolável euforia que o levava às lágrimas. O ser humano pode ser conduzido para onde quiser o condutor. É preciso, pois, que uma condução sensata conduza o povo rumo à percepção de estar tudo errado porquanto assumiram postura de desordeiros as autoridades encarregadas de manter a ordem de que todos necessitam a fim de poder criar seus filhos. A juventude é conduzida para a futucação de telefone pela papagaiada de microfone que por conta do emprego induz os jovens a trocar quase que diariamente seu aparelho velho por outro mais moderno. Isto vai dar num desastre sem tamanho e é preciso que os jovens ainda não completamente alienados procurem advertir seus companheiros para a necessidade de um mundo novo. Inté.  

   












sexta-feira, 22 de março de 2019

ARENGA 553


Este semialfabetizado aqui vai mostrar o porquê de necessitarmos de uma juventude inteligente: É ridículo esse pessoal do “eu acho que” das rádios e televisões tergiversando sobre os problemas sociais brasileiros porque os problemas sobre os quais eles gastam grande quantidade de “eu acho que” não são para ser resolvidos. São para ser eternizados uma vez que têm origem nas próprias autoridades encarregadas das soluções e não há como se livrar das autoridades no sistema vigente. O prefeito do Rio de Janeiro, acaba afirmar e dá provas de que o Rio é uma grande esculhambação. E, como se vê, todo o país não passa de uma esculhambação. Se o sujeito rouba um pão, como Jean Valjean, em Os Miseráveis de Vitor Hugo, vai comer o pão que Satanás amassou com os pés. Agora, se o sujeito rouba bilhões, é logo defendido por advogados de olho em parte do roubo. Quando o presidente Bolsonaro diz que os brasileiros ilegais no exterior são uma vergonha para o Brasil, erra fragorosamente porque o Brasil é que é uma vergonha por ser incapaz de proporcionar qualidade decente de vida, forçando seus filhos a procurar socorro em outros lugares, do mesmo modo como fazem os pobres nordestinos procurando em São Paulo um trabalho pelo amor de deus. Quando o agiota presidente do Bradesco diz que o presidente da república precisa aprovar a reforma da Previdência, na verdade, está é de olho grande na possibilidade de atochar ainda mais o ferro no rabo da classe trabalhadora por meio de uma previdência privada. Quando a imprensa dá conta de ter o poder econômico ajudado os delatores da Lava Jato a obter penas mais brandas, diz que o poder do dinheiro está acima dos valores morais, o que sempre foi uma realidade que não deveria ser. Os “famosos” e as “celebridades” pela sensualidade e putarias serão velhos e velhas infelizes quando chegarem as pelancas. Infelizes também serão seus admiradores por serem pessoas vazias de intelectualidade e que nada aprenderam na vida. Não há autoridades interessadas em resolver os problemas do povo porque se houvesse o dinheiro público não correria pelo esgoto mostrado no Jornal Nacional. O senador Tarso Jereissati, uma das autoridades inúteis, aliás, prejudiciais porque se examinar sua vida pregressa aparecerão coisas do arco da velha, acaba de declarar não haver motivo para colocar na cadeia o Michel Temer, não obstante ter ele roubado, segundo a imprensa, quase dois bilhões desse desgraçado povo brasileiro de merda. Se autoridade pode traficar drogas, por que iria querer resolver o problema do tráfico? Certa vez, o procurador Luiz Francisco disse que a autoridade senador Jereissati tinha contas a prestar à justiça. Por denunciar ratazanices de autoridade foi punido sob aplausos da turma do “eu acho que”, papagaios de microfone que em troca da despensa abastecida se dependuram no saco dos detentores do poder, qualquer forma de poder. Nenhuma autoridade no mundo quer problemas resolvidos. A solução que a ONU apresenta para o problema do esburacamento e envenenamento do planeta foi a seguinte segundo consta da página 40 do livro CUIDAR DA TERRA, PROTEGER A VIDA, de Leonardo Boff: em assembleia geral, por unanimidade, acolheu a resolução de chamar a Terra de Mãe Terra, declarando o planeta sujeito de direito. É ou não é o cúmulo da filhadaputem? Portanto, de absolutamente nada adianta o “eu acho que” nojento dessa gente nojenta. Ou vira o disco ou quebra a vitrola porque esse rame-rame de “eu acho que” já saturou o saco. Inté.